quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Matemática nos primeiros anos.



           Faculdade Anhanguera de Brasília
Grupo ATP. P6A
Alunas:   
         Lidia Miranda Rodrigues.  4423866971
Maria Aparecida de Souza.  3706624061
Maria Salomé de Oliveira da Silva.  3730743288
Necionita Ferreira de Amorim. 1299855856
Rosimeire de Souza Rodrigues Lino. 3715651250

Introdução

A Matemática normalmente repercute entre as crianças de forma negativa. Muitas criança entendem que a matemática é um problema sem solução. Entretanto é possível fazer com que a criança se sinta capaz, inteligente e autora de seu saber.

História

A historia da matemática é uma área de estudos dedicada á investigação sobre a origem das descobertas da matemática e, em uma menor extensão, á investigação dos métodos matemáticos e aos registros ou anotações do passado. Dos tempos antigos à Idade Média, a eclosão da criatividade matemática foi frequentemente seguida por séculos de estagnação. No começo do Renascimento, no século XVI, novos progressos da matemática, interagiram com as novas descobertas cientificas, foram realizados de forma crescente, continuado assim até os dias de hoje.

Classificação de números operatórios

Classificar para quê?
Classificamos objetos quando os aproximamos de outros por alguma razão, ou seja, por algum atributo comum a ambos. Com isso, nós os separamos de outros que deles diferem.
Ex: O professor escolhe materiais sugerindo ou prepara algum outro e peça a uma criança de quatro anos que arrume esse objeto por tamanho. Provavelmente ela vai organizá-la de dois em dois ou formar grupos de três.

Ausência de seriação de Nível pré-operatório:

 

Classificação Nível operatório:
É quando uma criança consegue identificar classes e subclasses nelas contidas.
Ex: 

Esse trabalho mostra que se a criança está no nível da série inativa é exatamente a dificuldade em selecionar qual peça está faltando ou quais as peças são iguais ou diferentes. Outra característica importante desse nível é que, mesmo que a criança seja capaz de colocar todas as peças em série ou tamanho, existe um conflito cognitivo presente.

Sistema de numeração decimal.

O sistema de numeração decimal é a linguagem matemática que usamos do dia a dia. É uma linguagem estruturada, organizada e formalizada para expressar quantidade, posições, medidas, espaços, formas, relações etc.
O 2º ano do ensino fundamental é o momento para iniciar a construção do sistema de numeração decimal.
Ex: Se o professor pede a turma para ficarem todos juntos, todos irão se juntar. Em seguida tire quatro alunos separados depois mais cinco alunos e pergunte: “Para organizar a contagem, é melhor que esses grupos tenham quantidades iguais ou diferentes?” Converse com os alunos até que cheguem a uma conclusão de que é melhor que tenham a mesma quantidade. Quando a criança escolhe a quantidade para colocar em cada grupo, uma quantidade deve ser considerada. A criança costuma dá grandes ideias sobre agrupar.

O professor poderia puro e simplesmente pedir para a criança contar quantos alunos tem em sala de aula, mas não estaria estimulando o cognitivo da criança.
É importante também salientar o Ábaco, que era usado por sistema de contagem posicionais, ou seja, dependendo do lugar ocupado a pedra representava um valor diferente. Em um Ábaco do sistema de numeração decimal, uma pedra vale 1 na coluna das unidades, 10 na coluna das dezenas, 100 na coluna das centenas, e assim por diante.



    Material dourado- Um material estruturado.

Um material é chamado de estruturado quando apresenta as relações entre as peças que o compõem. O material dourado, criado pela educadora italiana Maria Montessori, é usado pedagogicamente e estruturado em base 10. Suas trocas são fixas e proporcionais, e obedecem à estrutura do sistema numérico decimal; ou seja, é um material cujas trocas ocorrem de 10 em 10. Ele é composto por cubinhos, barras, placas e um cubo grande; é feito de madeira ou EVA.
    

Atividade para crianças do 3º ano do ensino fundamental:

Preparar cartões numéricos a partir de 90, assim as crianças podem visualizar a mudança do 99 (9 barras e 9 cubinhos) para 100 (1 peça), e assim por diante: 101 (1 placa e 1 cubinho), 120 (1 placa e 2 barras), 18 (1 barra e 8 cubinhos), 22 ( 2 barras e 2 cubinhos) etc.
Trabalhos com material dourado e material estruturado:
Peça para a criança para formar um conjunto de 120 elementos usando material dourado e material estruturado.

Ex: 120 (50 palitos de picolé, 5 barras de material dourado e 20 cubinhos).

A Escrita dos Cálculos e as técnicas operatórias.
Em toda operação matemática fazemos cálculos. Em situações simples, que envolvem quantidades pequenas, as crianças, no inicio de sua escolaridade, fazem contagem para realizar cálculos. No entanto, quando as situações matemáticas lidam com números maiores, são necessários outros recursos. Técnicas operatórias, também chamadas de algorítimos, constituem procedimentos para resolver as operações fundamentais. Uma técnica é um registro escrito das ações realizadas: quanto mais próxima da nossa ação ela for, mais descritiva será.

Técnicas operatória da adição

Adição sem agrupamento e com agrupamento: Lembrando que durante o 2º ano do ensino fundamental a ênfase deve ser colocada na construção e compreensão da estrutura do sistema de numeração decimal, e nesse momento não há necessidade de que nas adições ocorram reagrupamentos de unidade em dezenas. Isso até pode chegar a ser feito mais perto do fim do ano, quando as crianças já compreendem os processos.
Ex: 

3 + 3= 6
5 + 4= 9
6 + 2= 8


Técnicas operatória da subtração

Como vimos na adição, durante o 2º ano é melhor estimular situações de subtração nas quais não seja preciso desmanchar grupos. Porem, quando ocorrem situações em que seja necessário, prefira, em vez de ensinar como fazer, deixe que a criança descubra isso com a utilização de material concreto.
Subtração sem desmanche e com desmanche.
EX:
Expandida
Abreviada:

Utilizando Material Dourado


Técnicas operatórias da multiplicação

O 3º ano é o melhor momento para começar a vivenciar e escrever multiplicações de unidade simples por dezenas simples. O mais adequado então será utilizado o material dourado e, quando os cálculos apresentarem números maiores, as fichas simbólicas. No entanto, há algumas ferramentas de cálculos importantes que ajudarão as crianças a executar mentalmente diversas multiplicações.
EX:


           A Diversas formas de Multiplicação

A multiplicação expandida é muito semelhante à adição expandida. Com o desenvolvimento das habilidades numéricas, as crianças não precisam fazer a reescrita, pois são capazes de calcular mentalmente o resultado. 
A multiplicação abreviada, quando calculo 3x4 e encontro 12, registro "1" na coluna das dezenas e "2" na coluna das unidades.
Ex:
2 x 246 =
 
200 
40 
 2
 400
80 
12 
Reescrita: 400+80+10+2= 492
ou 
C  D  U
      1  
 2   4   6
    x     2
_______
 4   9   2

Ex:
2



Multiplicação por dezenas ( material dourado).

Em uma multiplicação, o registro expandido pode ficar amplo demais. Portanto, a sugestão é inicias utilizando o registro longo e depois passar para o registro abreviado.

3

O número 374

          
     1
     1 3
     x 4
    ____
     5  2

Técnicas operatórias da divisão (estimativa).

Todos os cálculos realizados nas outras operações são pré-requisitos para a divisão. A sugestão é que a técnica operatória inicial da divisão seja pelo processo de estimativa, pois é próximo da ação de dividir quantidades em grupos, também conhecida como processo americano.
EX: 

 6 ÷ 2 = 3

           Divisão com dois algarismo




Assim como o contato com as primeiras letras e a formação das primeiras sílabas e das primeiras palavras relacionadas com objetivos e situações do cotidiano, o contato com o universo matematico acontece desde a mais tenra idade, através de gestos simples como a indicação dos anos de vida, a contagem dosnúmeros através dos dedos das mãos, etc.
Talves nunca tenhamos nos dado conta da importancia deste processo realizado pelas crianças e certamente nunca o reconhecemos como tal, não fosse o fato de sermos estudantes de Pedagogia e estarmos analizando sob uma ótica o processo de ensino e aprendizagem da matemática. Constance Kamii, conteporânea de Piaget, toma como referência as teorias deste importante pensador no sentido de facilitar o entendimento e o trabalho do educador e de como este poderá fazer uso do conhecimento citado em sala de aula.
Podemos iniciar nossas considerações citando os três níveis abordados por Piaget em relação ao processo de alfabetização matemático: o conhecimento físico - ligado ao mundo concreto e observável dos objetos (explorar as atividades que trabalham com as propriedades fisicas, tais como peso e cor); o conhecimento lógico-matemático-desenvolve-se através das relações mentais com o objetivo (as noções de igualdade, comparação, quantidade, classificação, são exemplos de conhecimento neste nível) e o conhecimento social - no qual a visão de Piaget constata com a crença de que existe um "mundo dos números" em direção ao qual toda criança deve ser socializada.








Fonte:
Conversas sobre números, ações e operações/Luzia Franco Ramos/Editora Ática
http://www.matematicazero.k6.com.br/
http://educar.sc.usp.br/matematica/m4p2t7.htm
http://praticaspedagogicas.com.br/blog/?cat=148
http://geanechagasblogspot.blogspot.com.br/










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